Nota: Mudança de data para o workshop com Ionaldo Rogrigues

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Em virtude da greve dos Rodoviários de Belém, o workshop “Escavar, recordar: narrativas fotográficas a partir de reapropriações e laboratório de Cianotipia”, com Ionaldo Rodrigues, teve sua data remarcada. A mudança visa que nenhum participante seja prejudicado e que a programação aconteça de forma integra.

Abaixo estão as novas datas e horários para a ação formativa:

Datas: 14, 15 e 16 – 28, 29 e 30 de maio
Horários: 15 às 17h (Quinta e sexta)  e 10 às 14h (Sábado)
Contamos com a compreensão de todos.

O tempo elástico e a imagem modulável foram destaque na palestra de Philippe Dubois

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Por: Debb Cabral

Foto: Valério Silveira

Foi grande o número de pessoas que compareceram ontem (06) ao cine-teatro do CCBEU, para a segunda palestra da programação da sexta edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. “De Etienne-Jules Marey a David Claerbout, ou como o tempo fotográfico jamais deixou de ser assombrado pelo trabalho do movimento da imagem” foi ministrada por Philippe Dubois, um dos principais pesquisadores no campo da estética da imagem. A tradução consecutiva foi realizada por Camila Fialho, da Assosiação Fotoativa.

Dubois, que estava muito animado e bem-humorado, explicou que seu objetivo era mostrar, a partir de um nome muito conhecido na história da fotografia (Etienne-Jules Marey) e um fotografo contemporâneo que trabalha com fotografia digital (David Claerbout), de que maneira “todas as imagens vão ter uma relação com a questão do tempo e do movimento como uma constante que as assombra dentro da fotografia. A proposta é inscrever esse debate dentro da temática Tempo Movimento, do Diário Contemporâneo desse ano”, disse.

O médico fisiologista Etienne-Jules Marey era fascinado pelo estudo do movimento e usou principalmente a técnica da cronofotografia para realizar suas pesquisas.

Marey se valia de pequenos intervalos entre os disparos fotográficos para realizar várias tomadas, o resultado era uma fotografia animada. “Ele vai se aproveitar da fotografia para fazer sua transcrição dos movimentos corporais”, contou Dubois.

Ele também mostrou como o instantâneo consagrou a fotografia à imobilização do movimento, o que, em suas palavras, “é uma cegueira”, pois a natureza da fotografia não exclui o movimento. Ainda dentro do trabalho de Marey, Dubois observou que “ele não queria uma regularidade do movimento como os irmãos Lumière, ele queria ver a aceleração e a velocidade mais lenta. Era a decomposição do movimento pelo movimento”.

Foto: Valério Silveira

Etienne-Jules Marey é visto por muitos como um dos pioneiros na história do cinema, mas sua fotografia tinha algo que não cabia definir, pois seria limita-la. “É um estado intermediário da imagem, um estado único, que se encontra entre a fotografia (imagem fixa) e o cinema (movimento aparente)”, acrescentou Dubois.

Chegando à contemporaneidade, dos anos 2.000 para cá se viu que a definição da fotografia como o congelamento do instante não é mais sustentável. Isso pode ser bem observado no trabalho do fotografo David Claerbout que também exibe esse ponto de encontro entre a fotografia e o filme. “Não tem mais essa ideia de exclusão, mas uma ideia de variação contínua entre um e outro. É a elasticidade da imagem. O instante não é mais o contrário da duração e hoje os artistas usam essas variações de velocidade como Marey já fazia, muito antes, em seu tempo”, observou Dubois.

Foto: Valério Silveira

Ao final, ele destacou, ao falar dessa imagem elástica e modulável diversos artistas, inclusive a paraense premiada nesse ano no Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, Marise Maues, com seu trabalho “Loess”.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

As mostras “Tempo Movimento”, com trabalhos dos artistas premiados, selecionados e participações especiais, no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas; e “Diante das cidades, sob o signo do tempo”, de Jorane Castro, artista convidada desta edição, no MUFPA;  seguem com visitação aberta até o dia 28 de junho de 2015. A entrada é franca.

Selecionados para o workshop com Ionaldo Rodrigues

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Por: Debb Cabral

“Escavar, recordar: narrativas fotográficas a partir de reapropriações e laboratório de Cianotipia” é um workshop que propõe discussões a partir de leituras de imagens e experimentações dos participantes com a Cianotipia, processo de impressão fotográfica desenvolvido no século XIX. Ele compõe a programação da 6ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. A ação formativa acontecerá nos dias 7, 8, 9, 14, 15 e 16 de maio. Quintas e sextas, das 15 às 17h e aos sábados de 10 às 14h, no Museu da UFPA (MUFPA).

Confira a lista dos selecionados:

  • ADAN BRUNO COSTA DA SILVA
  • ALLAN DE MACEDO MAUÉS
  • ANTONIO AUGUSTO FERREIRA FILHO
  • ELTON GALDINO DE LIMA
  • EVNA MARA MOURA GUTIERREZ
  • FÁTIMA DO ROSÁRIO PACHECO SOARES
  • JOYCE DIAS NABIÇA
  • KARINA DA SILVA MARTINS
  • LANNA BEATRIZ LIMA PEIXOTO
  • LUANA BEATRIZ LIMA PEIXOTO
  • MARIA MADALENA FELINTO PINHO
  • MARISE MAUÉS GOMES
  • RENATA ALENCAR BECKMANN DE LIMA
  • RODRIGO JOSÉ CASTRO CORREIA
  • SUELLEN CINTIA VINAGRE BRAZ
  • YAN FARIA DOS SANTOS

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

Philippe Dubois realiza palestra pelo 6º Prêmio Diário Contemporaneo de Fotografia

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Por: Debb Cabral

Philippe Dubois, um dos principais pesquisadores no campo da estética da imagem estará presente em Belém para ministrar a palestra “De Etienne-Jules Marey a David Claerbout, ou como o tempo fotográfico jamais deixou de ser assombrado pelo trabalho do movimento da imagem”, pelo 6º Prêmio Diário Contemporaneo de Fotografia. A programação ocorre no dia 06 de maio, às 19h, no cine-teatro do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (CCBEU). Com entrada franca, a palestra será ministrada em francês com tradução consecutiva para o português.

Étienne-Jules Marey, Schenkel, Long Jump (1886)

Tempo Movimento, tema essa edição do projeto estará ligado à fala de Dubois. “Como temos constantemente o costume de opor de modo maniqueísta o mundo da imagem fixa (fotografia) àquele da imagem móvel (cinema) como se houvesse uma divisão estabelecida e estabilizada, minha proposta é interrogar o problema do ‘tempo (e do movimento) na imagem’ colocando em questão as variações de velocidade das imagens, de sua (ins)tabilidade, de suas apostas”, explicou.

Ele debaterá sobre essa visão dominante que estruturou diversas oposições entre as linguagens. Em sua palestra ele observará que nos anos 70, as coisas pareciam bem entrincheiradas entre a fotografia e o cinema. “Como se um e outro, o móvel e o imóvel, o fixo e o movente, só pudessem existir numa relação de exclusão recíproca. Era preciso escolher (um campo). Isso é bem conhecido”, acrescentou.

Dubois quer mostrar justamente tudo o que é contrário a essa oposição estabelecida. “Eu gostaria de mostra nessa conferência que, de Marey a Claerbout, ou seja, do fim do século XIX até nossos dias, a fotografia jamais cessou de ser obsedada pela ideia de captar e tornar o movimento dentro e pela imagem ela mesma – seja na era analógica ou na digital. Ao concentrar-me sobre os dois nomes mencionados, um cientista obcecado pelo resultado visual do movimento (Marey) e um artista contemporâneo muito atento ao trabalho tecnológico dos interstícios entre o móvel e imóvel (Claerbout), mostrarei que os regimes temporais de imagens são de fato consideravelmente mais elásticos do que se pensa”, finalizou.

Não é de hoje que a fotografia sempre experimentou e flertou com outras linguagens. Mudar a velocidade, o corte, fazer pequenas sequências, micronarrativas. Isso porque o curso do movimento não se opõe radicalmente ao estático. A contemporaneidade é a época do movimento, da velocidade, do fluxo e da variação continua. Para a fotografia, acompanhar isso não é nenhuma novidade.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

Philippe Dubois é professor do Departamento de Cinema e Audiovisual da Universidade de Paris 3 – Sorbonne Nouvelle e pesquisador do Instituto Universitário da França.  Publicou diversos livros e artigos, dentre os quais “O Ato Fotográfico” (1983), “Cinema, vídeo, Godard” (2004) e “La question vidéo: entre cinema et art contemporain” (2012). É coeditor de coleções como Arts et cinéma, DeBoeck e Cinéthesis.

CONFIRME PRESENÇA NO EVENTO

SERVIÇO: Philippe Dubois realiza palestra pelo 6º Prêmio Diário Contemporaneo de Fotografia. Data: 06 de maio de 2015. Horário: 19h. Local: Cine-teatro do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos – CCBEU. Apoio do CCBEU-MABEU e Associação Fotoativa. Endereço: Travessa Padre Eutíquio, 1309 – Batista Campos. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale, apoio institucional da Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA). Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 98367-2468; contato@diariocontemporaneo.com.br; premiodiario@gmail.com e http://www.diariocontemporaneo.com.br.

[Encerradas] Abertas as inscrições para workshop de fotografia com Ionaldo Rodrigues

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Por: Debb Cabral

“Escavar, recordar: narrativas fotográficas a partir de reapropriações e laboratório de Cianotipia” é um workshop que propõe discussões a partir de leituras de imagens e experimentações dos participantes com a Cianotipia, processo de impressão fotográfica desenvolvido no século XIX. Ele compõe a programação da 6ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. A ação formativa acontecerá nos dias 7, 8, 9, 14, 15 e 16 de maio. Quintas e sextas, das 15 às 17h e aos sábados de 10 às 14h, no Museu da UFPA (MUFPA). Gratuitas, as vagas são limitadas e as inscrições acontecerão no período de 29 de abril a 04 de maio, no site www.diariocontemporaneo.com.br.

Drenagem. Foto: Ionaldo Rodrigues

Aberto a artistas visuais, fotógrafos e pessoas envolvidas com outras linguagens, o workshop tem como pré-requisitos para inscrição: currículo resumido (no máximo 10 linhas) e carta de intenção (breve texto sobre o interesse em participar da oficina). A faixa etária é a partir de 16 anos.

A ideia desse workshop é se aproximar do passado, escavar e recordar os processos anteriores como o da Cianotipia e, a partir disso, experimentar novas possibilidades com a imagem fotográfica.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

Ionaldo Rodrigues é formado em Ciências Sociais pela UFPA, atua em projetos de pesquisa e de ensino de fotografia na Associação Fotoativa e na Fundação Curro Velho.  Em 2007 recebeu a Bolsa de Pesquisa em Arte do Instituto de Artes do Pará, com o ensaio Botânica do Asfalto, a partir de processos fotográficos históricos.

SERVIÇO: Abertas as inscrições para Workshop de fotografia com Ionaldo Rodrigues. 7, 8, 9, 14, 15 e 16 de maio. Quintas e sextas, das 15 às 17h e aos sábados de 10 às 14h. Local: Museu da UFPA – MUFPA (Av. Governador José Malcher (esquina com Generalíssimo Deodoro). Inscrições gratuitas pelo site www.diariocontemporaneo.com.br. Vagas limitadas. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale, apoio institucional da Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA). Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 98367-2468; contato@diariocontemporaneo.com, premiodiario@gmail.com e http://www.diariocontemporaneo.com.br.

Tabloide da 6ª edição está disponível para download

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Por: Debb Cabral

O Tabloide do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma mídia do projeto que contém matérias sobre os  Premiados, Selecionados, Artista Convidado, Ação Educativa, além de conteúdos produzidos somente para ela.

A capa  tem como destaque uma fotografia da série “Tempo Arenoso”, de Elaine Pessoa. Tempo Movimento, tema desta edição, ressalta trabalhos que estabelecem dinâmicas de mobilidade da imagem.

O Tabloide foi encartado no Jornal Diário do Pará no final de semana que antecedeu a abertura das exposições, sempre no domingo, dia de maior circulação e tiragem do jornal. Ele também foi distribuído nas aberturas das mostras e estará disponível para os visitantes das exposições. Essa mídia possui o material da Ação Educativa do projeto que pode ser trabalhado em sala de aula por professores e educadores.

Baixe gratuitamente AQUI!

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

As mostras “Tempo Movimento”, com trabalhos dos artistas premiados, selecionados e participações especiais, no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas; e “Diante das cidades, sob o signo do tempo”, de Jorane Castro, artista convidada desta edição, no MUFPA;  seguem com visitação aberta até o dia 28 de junho de 2015. A entrada é franca.

As ficções de Jorane Castro em exposição no MUFPA

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Por: Debb Cabral

Na sequência da programação de aberturas de exposições do 6º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, o Museu da UFPA recebe, na quarta-feira (23), às 19h, a mostra “Diante das cidades, sob o signo do tempo”, de Jorane Castro, artista convidada desta edição. A entrada é franca e a visitação seguirá até o dia 28 de junho.

Ter uma cineasta como artista convidada deste ano reforça o objetivo do Diário Contemporâneo em aumentar o diálogo da fotografia com as outras linguagens e ultrapassar as fronteiras entre elas, tendo como resultado uma produção artística mais hibrida.

Foto que Jorane Castro realizou com o Instagram

Jorane Castro é diretora, roteirista, produtora e professora do Curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual da UFPA. Mestre em Ethnometodologia pela Universite de Paris VII – Universite Denis Diderot, U.P. VII, França, com ênfase em Sociologia aplicada ao Cinema, ela coordena a Cabocla Produções e desenvolve pesquisas na área da linguagem audiovisual, privilegiando a Amazônia.

“Diante das cidades, sob o signo do tempo” é o título de um projeto dos anos 80 da artista com Mariano Klautau Filho, curador do Diário Contemporâneo. Depois de tantos anos ele vem ser utilizado pois diz muito do material que será apresentado na mostra. “Nos anos 80 a gente fazia parte de uma mesma geração e ela já tinha um trabalho que fugia muito do ‘comum’ dos fotógrafos”, contou Mariano.

Jorane tinha, já naquela época, uma fotografia urbana e muito sombria. Quando fotografava pessoas, as transformava em personagens das suas sequencias fotográficas. Mesmo fotografando em preto e branco, clássico da fotografia documental, a artista já era muito mais subjetiva do que factual. Ela, ainda, fotografava trechos de filmes, numa relação de apropriação com o cinema. “Eu acompanhei de perto essa produção porque nós trabalhamos e fotografamos muito juntos. Foi uma época em que tínhamos projetos em comum, mas ela já tinha uma coisa mais noir, com um clima de mistério. Já era uma visão cinematográfica”, lembrou Mariano.

Foto que Jorane Castro realizou com o Instagram

O curador se debruçou sobre o acervo da artista e pôde rever muitos trabalhos que já conhecia e encontrar outros tantos inéditos. Em “Diante das cidades, sob o signo do tempo” será visto um apanhado do trabalho de Jorane. Séries, conjuntos, pequenas sequencias. A fotografia nunca estará solitária nessa exposição que vai exibir o que ela fotografava “de fato” na vida, com o que se apropriava dos filmes. As ficções da artista se misturam.

Serão vistas também as fotografias do Instagram de Jorane, recurso que ela utiliza muito. “Essas fotografias mais recentes dela são realizadas pensando nos filmes, como ‘anotações visuais’ do cotidiano. É um lado mais colorido e contemporâneo dela, mas que se aproxima muito daqueles trabalhos dos anos 80”, finalizou Mariano.

Essa mostra, tão diversa, também contará trabalhos em que Jorane fotografou sequencias inteiras, como se fosse micronarrativas, esses trabalhos ganharam um movimento muito interessante no suporte do vídeo.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

SERVIÇO: As ficções de Jorane Castro em exposição no MUFPA. Abertura: 23 de abril de 2015. Horário: 19h. Local: Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher (esquina com Generalíssimo Deodoro). Entrada franca. Visitação até 28 de junho de 2015. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale, apoio institucional da Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA). Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 98367-2468; contato@diariocontemporaneo.compremiodiario@gmail.com ehttp://www.diariocontemporaneo.com.br.

Mostra Tempo Movimento abre dia 22

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Por: Debb Cabral

O público poderá finalmente conhecer as obras escolhidas para essa 6ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. A mostra “Tempo Movimento” inaugura na quarta-feira, 22 de abril, às 19h, no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas. Com entrada franca, a visitação seguirá até o dia 28 de junho.

Serão exibidos 30 trabalhos no total, incluindo os três premiados e as três participações especiais. A comissão de seleção desse ano foi formada pela fotógrafa e pesquisadora no campo da imagem, Lívia Aquino; a curadora, crítica e pesquisadora em artes, Marisa Mokarzel e a artista e pesquisadora em artes, Val Sampaio. Juntas, elas viram 400 inscritos, e conseguiram construir um recorte com obras que estabelecem dinâmicas de mobilidade da imagem. Propostas em fotografia, vídeo, instalações, projeções e trabalhos que misturam suportes também serão vistos na mostra.

That_crazy_feeling_in_America - Foto - Marco A.F.
That crazy feeling in America - Foto: Marco A.F.

O  Prêmio Tempo Movimento é destinado a todos os artistas selecionados que apresentem trabalhos de abordagem documental, voltados ao cotidiano – região, paisagem ou comunidade – ou originados de um projeto específico de documentação. O trabalho “That Crazy Feeling In America”, uma instalação composta de doze fotos e um vídeo, do gaúcho Marco A. F. dá conta disso.

A série apresenta paisagens e situações comuns ao imaginário dos E.U.A. Imagens e textos foram extraídos de filmes hollywoodianos realizados por cineastas de diferentes nacionalidades. Assim sendo, a obra problematiza as possibilidades de reconfiguração do movimento fílmico em imagens e textos que, deslocados de seu contexto original, adquirem temporalidades e significações distintas. A partir de uma roadtrip fictícia, desencadeia-se uma leitura particular sobre a representação do imaginário norte-americano na cultura popular.

Loess. Foto: Marise Maues

Já o Prêmio Diário Contemporâneo é destinado a todos os artistas selecionados cujo trabalho fotográfico apresente relações com outras linguagens e suportes como instalação, vídeo, objeto, performance, ou ainda proponha novas sintaxes na representação fotográfica. Nada melhor para isso do que a obra “Loess”, da paraense Marise Maués, que se constitui de uma performance, produzida em 2015 na Ilha ribeirinha de Maracapucu Miri, município de Abaetetuba, de onde ela é egressa, na qual a artista se propôs a ficar por sete horas ininterruptas no leito de um igarapé.

Marise pretende representar o homem contemporâneo como um ser Loess – instável, temporário e passível de ser retomado. Assim, adentrar em um igarapé em um ato performático, passível a ação de agentes naturais possibilitou a materialização imagética de ter o corpo da artista tecido em camadas que se sobrepunham com o passar das horas, utilizando como cenário o lugar que a viu nascer, crescer e com quem até hoje ela tem laços estreitos de convivência, portanto um lugar de afeto.

Horizonte Inverso. Foto: Dirceu Maués

Por último, o Prêmio Diário do Pará que é destinado somente a fotógrafos paraenses e/ou residentes atuantes no Pará por pelo menos três anos. Este prêmio abrange todas as poéticas e propostas conceituais. Ideal para a instalação “Horizonte Reverso”, do paraense Dirceu Maués. O artista desde 2003 desenvolve trabalho autoral nas áreas da fotografia, cinema e vídeo, os quais têm como base pesquisas com a construção de câmeras artesanais e utilização de aparelhos precários.

O trabalho premiado consiste de uma pequena parede construída a partir do empilhamento câmeras escuras que apontam para o mesmo lugar: uma pequena cadeira iluminada. A imagem da cadeira, e tudo a sua volta, é projetada sobre o papel vegetal contido no interior das caixas, revelando um mundo de ponta cabeça. Aqui a experiência da imagem perfaz um caminho de volta, em direção à imaterialidade, ao desejo que precedia a imagem fotográfica como a conhecemos – ou a conhecíamos alguns anos atrás. Invertida paisagem. Um mundo dentro de uma caixa: o mundo de ponta cabeça.

Além dos premiados, estarão presentes na exposição, as obras dos artistas selecionados nessa 6ª edição, são eles: Andrea D’Amato (SP), Carolina Krieger (SP), Daniela de Moraes (SP), Edu Monteiro (RJ), Elaine Pessoa (SP), Felipe Ferreira (RJ), Pio Figueiroa (SP), Gui Mohallem (SP), Guy Veloso (PA), Isis Gasparini (SP), José Diniz (RJ), Solon Ribeiro (CE), Júlia Milward (RJ), Karina Zen (SC), Lara Ovídio (RN), Marcelo Costa (SP), Marcílio Costa (PA), Pedro Cunha (PA), Pedro Veneroso (MG), Sergio Carvalho de Santana (CE), Tiago Coelho – Régis Duarte (RS), Tom Lisboa (PR), Tuca Vieira (SP) e Victor Saverio (RJ). Ramon Reis, Véronique Isabelle e Rafael Bandeira são as três participações especiais que também integram a mostra.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

SERVIÇO: Exposição do 6º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia abre dia 22. Data: 22 de abril de 2015. Horário: 19h. Local: Espaço Cultural Casa das Onze Janelas (Praça Frei Caetano Brandão s/n – Cidade Velha). Entrada franca. Visitação até 28 de junho de 2015. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale, apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA). Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 98367-2468; contato@diariocontemporaneo.com.brpremiodiario@gmail.comhttp://www.diariocontemporaneo.com.br.

Use a hashtag #DiarioContemporaneo2015 e compartilhe suas publicações sobre a 6ª edição

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Por: Debb Cabral

#DiarioContemporaneo2015  - Hashtag

As mostras do VI Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia estão prestes a ser abertas e junto delas vem uma programação imperdível. Palestras, oficinas, encontros com artistas, ação educativa entre outros.

Você que vai participar dessa programação pode dividir seus cliques e opiniões conosco. Use a hashtag #DiarioContemporaneo2015 em suas publicações nas redes sociais e diga o que você achou.

Vamos montar um álbum dessa 6ª edição em nossa página no Facebook.

Aproveite para acompanhar o Diário Contemporâneo nas redes sociais: FacebookTwitter.

Participe!

O olhar do turista foi destaque na palestra de Lívia Aquino

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Por: Debb Cabral

A fotografia nos dá a ideia de que o mundo todo é acessível e está ao alcance dos nossos olhos.

O turismo conferiu caráter de “acontecimento” a tudo, e o viajante, fotografo incansável, é o colecionador de fragmentos desse mundo.

Foto - Marco Santos

O público lotou no auditório do CCBEU, na quinta-feira (26), para ouvir as palavras da fotógrafa e pesquisadora no campo da imagem, Lívia Aquino, que em sua palestra “Enunciados de um mundo-imagem [ou o que poderia ser um selfie de todos nós]”, contou sobre sua pesquisa e experiência pessoal enquanto fotógrafa-turista.

Na palestra, Lívia resumiu os principais aspectos da sua tese de doutorado, apresentada em março de 2014, na Unicamp. Na pesquisa, ela se apoiou em trabalhos como o da suíça Corinne Vionnet, que para a série “Photo Opportunities”, recolhe na internet centenas de fotografias produzidas por turistas e reúne tudo em uma única imagem; e da americana Penelope Umbrico que em 2006 apresentou o mural Suns From Flickr, com quase seiscentas mil imagens do pôr do sol feitas por fotógrafos amadores e coletadas de um site de compartilhamento. Artistas que sensíveis ao ritual fotográfico do turista, decidiram incorporá-lo em seus trabalhos.

Mas o que chamou mesmo a atenção do público foi o trabalho da própria Lívia. Ela contou que logo após a defesa da tese viajou para a China e se viu na posição dos seus objetos de estudo, os turistas.

“Estar em um lugar tão distinto foi para mim uma espécie de embate interno, já que eu estava saindo de uma imersão nesse universo da fotografia e do turismo. Tudo o que eu via aparentava ser uma enorme construção, algo feito para fotografar”, disse.

Como que o deslumbramento com o novo não poderia afetar o trabalho pessoal da artista? “Eu ali, naquela viagem, também me via numa situação de turista-fotografa. Num dado momento parece que todos nós vivemos essa busca pela imagem”, lembrou.

Dessa reflexão interna surgiu a série “Recontro”.

“Muitos dos lugares que passei, muitas vezes estavam tão poluídos, literalmente, que formava uma névoa nas cidades e nos templos. Essa carga de opacidade passou a ser matéria para constituir esse ensaio”, finalizou.

A experiência resultou em imagens delicadas e que guardam camadas de histórias.

Da série "Recontro", de Lívia Aquino

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade. Ele é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale, apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA).